Há anos venho estudando o comportamento da mulher nos tempos atuais. Este espaço destina-se a analisar os reflexos (positivos e negativos) decorrentes do movimento feminista, através de textos escritos por mim e outros autores.

segunda-feira, 4 de abril de 2011

QUE PROFESSOR VOCÊ É?

Como mencionei em post anterior, faço parte de uma equipe (da área da Psicologia) que trabalha com os educadores. Acompanhando-os de perto, percebe-se o quanto estão desgastados e desorientados pelas várias modificações ocorridas na Educação, e a dificuldade de se adaptarem a elas. Os alunos não aceitam mais o professor de antigamente e exigem uma nova postura deste profissional.

Por outro lado, este segmento é basicamente constituído por mulheres, e elas, em particular, estão mais desorientadas, buscando firmar a sua nova posição no mundo (como mãe, esposa e profissional). Pela extrema sensibilidade que possuem, fica difícil separar estes papéis, quando são tomadas por sentimentos e emoções relacionados a própria vida.

A minha equipe participou de uma bate papo on line, ao vivo, alguns meses atrás, direcionado a área da Educação, no qual orientamos os profissionais na construção desta nova postura exigida pelos alunos. Segue abaixo os links para assistir os vídeos relativos a este tema. No 1º explanamos o nosso trabalho, e no 2º respondemos as perguntas feitas pelos participantes.





quarta-feira, 16 de março de 2011

SOMOS TODAS PRINCESAS

Eu criei este blog com a intenção de alertar as mulheres em relação a sua extrema competitividade com os homens e, sem perceber, se igualando a eles. A impressão que tenho, hoje em dia, ao olhar os dois universos, masculino e feminino, é que, apesar da mulher estar se sobressaindo cada vez mais, ainda estamos sendo engolidas pelos homens por estarmos muito masculinizadas. Em suma, o masculino continua em alta.
Diante das minhas análises e observações, é claro que trabalho com as minhas clientes, a busca pela sua essência feminina. Em particular, uma dessas clientes, que está comigo há algum tempo, me surpreendeu ao colocar um post no seu blog, sintetizando brilhantemente esse nosso universo. Devido a sua privilegiada inteligência e sensibilidade, ela conseguiu captar e descrever perfeitamente o que vai na alma de uma mulher, e que passa totalmente despercebido por nós. Seu nome é Rose e seu blog Baba Yaga.
Abaixo transcrevo na íntegra o seu texto, junto com os meus esfuziantes cumprimentos. Não consegui encontrar outro título para colocar neste post a não ser o mesmo da autora, pela força contida nele.
Parabéns querida, e obrigada por nos presentear com a sua singularidade, que é própria daqueles que buscam ser alguém que faz a diferença.


SOMOS TODAS PRINCESAS
(texto escrito por Rose – Baba Yaga – em 24/10/2010)

Maquiar-se com o batom do acolhedor sorriso e os delineadores do brilho no olhar...
Não parar de caminhar sempre em cima dos saltos da vida...
Esfoliar as mágoas e as tristezas...
Banhar-se com os sais do que há de mais belo na humanidade...
Perfumar-se com as energias das amizades verdadeiras...
Vestir-se com a integridade de uma lady...
Repreender e alertar com os hidratantes da sutileza...
Dirigir seu carro ou pegar o metrô pelas faixas da gentileza...
Ser firme e respeitada sem precisar levantar a voz...
Segurança e comando nas asas da doçura...
Cuidar do corpo, da mente e do espírito...
Driblar as maçãs envenenadas com sabedoria...
Beijar o sapo sim, mas que tem o coração de príncipe...
Ser livre para amar, para cuidar, para criar...
Ter o poder e a mente livres para auxiliar milhares de pessoas...
Encantadoras no trato, belas no caminhar, justas no liderar...
Cumprir e não ter medo da missão de vida...
Deixar a Glória de Deus se manifestar sem limites dentro de todas nós.


quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

Comemoração - MEU ANIVERSÁRIO

Como é de praxe, as BLOGGIRLS sempre se reúnem quando alguma de nós faz aniversário. No último sábado, aconteceu a comemoração do meu (dia 09/02).
A noite foi regada a pizza, caipirinha e vinho, e foi tão especial que não posso deixar de registrar o evento.
A achocolatadíssima Sandrinha (Meu Aconchego) fez o bolo personalizado com o nome do meu blog. Nele, ela esbanjou criatividade, culinária, charme e carinho. A Elaine (Nas asas da coruja) e a Sueli (Fenixando) trouxeram o seu charme, a sua alegria e uma enorme amorosidade para abrilhantar a festa. O marido e o filho de Sandra, que são pessoas fantásticas, também participaram.
Enfim, tudo correu num clima de muita paz, harmonia e felicidade.
Obrigada minhas amigas queridas, pela amizade e por fazerem desta data, que é muito importante pra mim, uma das melhores que eu já comemorei!!!
Aos meus amigos da blogosfera, ofereço uma fatia desse bolo junto com o grande carinho que tenho por cada um de vocês.
Agora, vamos às fotos?









 

sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

A ESPOSA SURDA

Um homem telefona ao médico para marcar uma consulta para a sua mulher.
A atendente pergunta:
- Qual o problema de sua esposa?
- Surdez! Não ouve quase nada.
- Então, o senhor vai fazer o seguinte: antes de trazê-la fará um teste, para facilitar o diagnóstico do médico. Sem que ela esteja olhando, o senhor, a certa distância, falará em tom normal, até que perceba a que distância ela consegue ouvi-lo. Então,
quando vier, dirá ao médico a que distância o senhor estava quando ela o ouviu. Certo?
- Está certo.
À noite, enquanto a mulher preparava o jantar, o marido decidiu fazer o teste. Mediu a distância que estava em relação à mulher e pensou: Estou a 15 metros de distância. Vai ser agora!
- Julia, o que temos para o jantar?
Nada. Silêncio. Aproxima-se a 5 metros.
- Julia, o que temos para jantar? Nada. Silêncio.
Fica a 3 metros de distância:
- Julia, o que temos para o jantar?
Silêncio. Por fim, encosta-se às costas da mulher e volta a perguntar:
- Julia! O que temos para o jantar?
- Frango! É a quarta vez que eu respondo!

NORMALMENTE, NA VIDA, PENSAMOS QUE AS DEFICIÊNCIAS SÃO DOS OUTROS E NÃO NOSSAS.
VAMOS PRESTAR MAIS ATENÇÃO EM NÓS MESMOS!



Em post anterior, divulguei o XIV Congresso do Saber, no qual participei como palestrante com o tema “Construindo o educador do futuro”. A Catho online esteve presente e fez uma matéria sobre o evento. Quero compartilhar com vocês o vídeo abaixo com a cobertura feita por esta empresa. Eu, e minhas parceiras, aparecemos no momento da nossa apresentação. Será fácil me identificar, pois, devido a fratura no tornozelo, estou com um par de muletas ao lado.








domingo, 9 de janeiro de 2011

SOLTE A PANELA

Muitas vezes ficamos presos a situações tais como: relacionamentos que já acabaram, empregos que não nos dão satisfação, amizades que só nos fazem mal..., e não percebemos quanto sofrimento isso nos causa por estarmos priorizando algo em nossa vida que já não tem mais importância.
O texto abaixo, desconheço o autor, resume e esclarece a mensagem que quero passar:


Certa vez, um urso faminto perambulava pela floresta em busca de alimento.
A época era de escassez, porém, seu faro aguçado sentiu o cheiro de comida e o conduziu a um acampamento de caçadores.
Ao chegar lá, o urso percebendo que o acampamento estava vazio, foi até a fogueira, ardendo em brasas, e dela tirou um panelão de comida.
Quando a tina já estava fora da fogueira, o urso a abraçou com toda sua força e enfiou a cabeça dentro dela, devorando tudo.
Enquanto abraçava a panela, começou a perceber algo lhe atingindo. Na verdade, era o calor da tina... Ele estava sendo queimado nas patas, no peito e por onde mais a panela encostava.
O urso nunca havia experimentado aquela sensação e, então, interpretou as queimaduras pelo seu corpo como uma coisa que queria lhe tirar a comida.
Começou a urrar muito alto. E, quanto mais alto rugia, mais apertava a panela quente contra seu imenso corpo. Quanto mais a tina quente lhe queimava, mais ele a apertava contra o seu corpo e mais alto ainda rugia.
Quando os caçadores chegaram ao acampamento, encontraram o urso recostado a uma árvore próxima à fogueira, segurando a tina de comida. O urso tinha tantas queimaduras que o fizeram grudar na panela e, seu imenso corpo, mesmo morto, ainda mantinha a expressão de estar rugindo.
Quando terminei de ouvir esta história, de um mestre, percebi que, em nossa vida, por muitas vezes, abraçamos certas coisas que julgamos ser importantes.
Algumas delas nos fazem gemer de dor, nos queimam por fora e por dentro, e mesmo assim, ainda as julgamos importantes.
Temos medo de abandoná-las e esse medo nos coloca numa situação de sofrimento, de desespero. Apertamos essas coisas contra nossos corações e terminamos derrotados por algo que tanto protegemos, acreditamos e defendemos.
Para que tudo dê certo em sua vida, é necessário reconhecer, em certos momentos, que nem sempre o que parece salvação vai lhe dar condições de prosseguir.
Tenha a coragem e a visão que o urso não teve. Tire de seu caminho tudo aquilo que faz seu coração arder.

Solte a panela!



sábado, 18 de dezembro de 2010

ANO NOVO: UMA FOLHA EM BRANCO

Mais um ano que termina e outro que se inicia...


Um ano novo é como uma folha em branco.


Você pode rasgá-la, amassá-la ou jogá-la no lixo.


Porém, você também pode fazer lindos desenhos coloridos, origami, escrever poesias, traçar metas, colocar seus sonhos e desejos.


A folha representa a sua vida. Cabe a você decidir o que fazer.


Se escolheu a 2ª opção assista o vídeo abaixo e veja que realizar os seus sonhos começa por um ponto... “um ponto dentro de você”.







Um excelente Natal para todos e um Ano Novo, novinho em folha, com grandes realizações!!!!!

quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

CONDICIONAMENTO


"Eu sei que a gente se acostuma. Mas não devia"
"A gente se acostuma a morar em apartamentos de fundos e a não ter outra vista que não as janelas ao redor. E, porque não tem vista, logo se acostuma a não olhar para fora. E, porque não olha para fora, logo se acostuma a não abrir de todo as cortinas. E, porque não abre as cortinas, logo se acostuma a acender mais cedo a luz. E, à medida que se acostuma, esquece o sol, esquece o ar, esquece a amplidão.
A gente se acostuma a acordar de manhã sobressaltado porque está na hora. A tomar o café correndo porque está atrasado. A ler o jornal no ônibus porque não pode perder o tempo da viagem. A comer sanduíche porque não dá para almoçar. A sair do trabalho porque já é noite. A cochilar no ônibus porque está cansado. A deitar cedo e dormir pesado sem ter vivido o dia.
A gente se acostuma a abrir o jornal e a ler sobre a guerra. E, aceitando a guerra, aceita os mortos e que haja números para os mortos. E, aceitando os números, aceita não acreditar nas negociações de paz. E, não acreditando nas negociações de paz, aceita ler todo dia da guerra, dos números, da longa duração.
A gente se acostuma a esperar o dia inteiro e ouvir no telefone: hoje não posso ir. A sorrir para as pessoas sem receber um sorriso de volta. A ser ignorado quando precisava tanto ser visto.
A gente se acostuma a andar na rua e ver cartazes. A abrir as revistas e ver anúncios. A ligar a televisão e assistir a comerciais. A ir ao cinema e engolir publicidade. A ser instigado, conduzido, desnorteado, lançado na infindável catarata dos produtos.
A gente se acostuma à poluição. Às salas fechadas de ar condicionado e cheiro de cigarro. À luz artificial de ligeiro tremor. Ao choque que os olhos levam na luz natural. Às bactérias da água potável. À contaminação da água do mar. À lenta morte dos rios. Se acostuma a não ouvir passarinho, a não ter galo de madrugada, a temer a hidrofobia dos cães, a não colher fruta no pé, a não ter sequer uma planta.
A gente se acostuma a coisas demais, para não sofrer. Em doses pequenas, tentando não perceber, vai afastando uma dor aqui, um ressentimento ali, uma revolta acolá. Se o cinema está cheio, a gente senta na primeira fila e torce um pouco o pescoço. Se a praia está contaminada, a gente molha só os pés e sua no resto do corpo. Se o trabalho está duro, a gente se consola pensando no fim de semana. E se no fim de semana não há muito que fazer a gente vai dormir cedo e ainda fica satisfeito porque tem sempre sono atrasado.
A gente se acostuma para não se ralar na aspereza, para preservar a pele. Se acostuma para evitar feridas, sangramentos, para esquivar-se de faca e baioneta, para poupar o peito. A gente se acostuma para poupar a vida. Que aos poucos se gasta, e que, gasta de tanto acostumar, se perde de si mesma".
O texto acima foi extraído do livro "Eu sei, mas não devia", Editora Rocco - Rio de Janeiro, 1996 - Marina Colasanti


A gente se acostuma porque se deixa condicionar e no condicionamento não encontramos forças para reagir. O resultado são as doenças psicossomáticas, sendo que hoje a mais comum é a depressão.
Para reagir a esta situação uma das orientações é começar a mudar os seus hábitos. Preste atenção no seu dia e perceba quais e como são os seus atos mecânicos. Tomar banho, escovar os dentes, levantar da cama ao acordar são atos que fazemos mecanicamente e não nos damos conta de como fazemos. Observar os seus movimentos já é um grande passo para começar a tomar posse de si mesmo e não se deixar mais ser condicionado(a) pelas circunstâncias e/ou pessoas.


GEISA MACHADO