Hoje em dia fala-se muito sobre a importância do autoconhecimento. Muitos livros de auto-ajuda com inúmeras “frases de efeito” circulam pelo mercado. Observo as pessoas repetindo várias dessas frases sem ter o cuidado de refletir sobre elas. O efeito que causam é justamente o oposto do que propõe o autoconhecimento.
Uma auto-análise significa investigar “como você funciona” e isso só é possível na observação de seus comportamentos diante das situações que a vida lhe apresenta. Em outras palavras, aprendemos a descobrir quem somos através das experiências vividas no dia a dia e refletindo sobre elas.
Nos relacionamentos fala-se muito em “aceitar os defeitos do outro” (este outro pode ser o (a) parceiro (a), a mãe, o pai, o (a) amigo (a), enfim, aquele com quem você se relaciona). Como podemos aceitar os defeitos do outro se nem ao menos sabemos quais são os nossos e se não os aceitamos?
Outra frase muito falada é “precisamos aprender a conviver com as diferenças existentes entre as pessoas”. Para aprendermos a conviver com as diferenças precisamos saber quais são elas, pensar a respeito, para depois convivermos em harmonia.
No final das contas, é fundamental para o autoconhecimento a disponibilidade para aprender (sobre si e sobre o outro). O vídeo abaixo ilustra bem o que quero dizer. Assista-o com atenção... VOCÊ APRENDE!
Uma amiga minha está ingressando no mundo da blogosfera com o blog Baba Yaga. Ela é uma pessoa perspicaz, com muita sensibilidade e que está sempre procurando se aprimorar. Seus textos são atualíssimos, possuem um conteúdo inteligente, de leitura agradável e nos auxiliam a entender (e aprender) mais sobre o mundo em que vivemos. Faça uma visita e garanto que você gostará.
"Geisa Machado"
Há anos venho estudando o comportamento da mulher nos tempos atuais. Este espaço destina-se a analisar os reflexos (positivos e negativos) decorrentes do movimento feminista, através de textos escritos por mim e outros autores.
quinta-feira, 24 de junho de 2010
domingo, 6 de junho de 2010
A DIFERENÇA ENTRE O UNIVERSO FEMININO E MASCULINO
Estamos vivendo uma época em que o materialismo e o consumismo imperam (“o ser humano vale pelo que tem”). Em contrapartida, a maioria das queixas nos consultórios (o que mais atormenta as pessoas, principalmente as mulheres) está diretamente ligada aos sentimentos e aos relacionamentos. Tanto isso é verdade, que existem profissionais especializados nesta área. E muita gozação a respeito. Veja o vídeo abaixo:
Homens e mulheres são universos bem diferentes. Para a tão almejada harmonia entre os sexos é necessário que cada um entenda o seu próprio universo e o do (a) parceiro (a).
Encontramos nas livrarias uma vasta literatura abordando este tema. Dentre os livros mais procurados, eu recomendo o “POR QUE OS HOMENS FAZEM SEXO E AS MULHERES FAZEM AMOR?” (Allan e Barbara Pease). Contendo uma linguagem simples e de fácil entendimento, ele nos dá “uma visão científica (e bem humorada) de nossas diferenças”.
Transcrevo abaixo um trecho deste livro para ajudá-la (o) a entender melhor como funcionam os aparelhos psíquicos de ambos os sexos.
QUANDO OS DOIS ESTÃO SOB PRESSÃO
A reação ao stress é uma das mais surpreendentes diferenças entre homens e mulheres. Um casal sob pressão é um campo minado que cada um tenta atravessar a seu modo. Ele se cala, ela se preocupa com isso. Ela fala sem parar, ele se desespera. Para tentar ajudar, ela toma a pior atitude possível: fazer com qu
e ele fale sobre o problema. Ele pede para ficar em paz, sozinho, e se fecha.
Quando o homem sob extrema pressão ou em busca de solução para um problema sério se cala, isso aterroriza a mulher, porque, como ela só age assim se for ferida, enganada ou ofendida, pensa que foi o que aconteceu com ele. Será que ela o ofendeu e ele não gosta mais dela? Se a mulher magoada se cala, o homem supõe que ela queira ficar sozinha e vai para o bar com amigos ou se instala em frente do computador.
A mulher tem de compreender que nos momentos de crise o homem precisa ficar em paz, pensando. Nada de achar que ele não a ama ou está zangado com ela. Basta deixá-lo sozinho, colocando-se disponível para ouvi-lo, sem pressioná-lo. Vai passar e, mais tarde, ele poderá falar a respeito.
O homem precisa desenvolver a sensibilidade para entender que, por trás do talvez excesso de palavras da mulher, há uma carência e um pedido de ajuda. Reclamar e fechar-se só vai aumentar o stress. Procure ouvir, entender e colocar carinhosamente seus limites quando sentir que os atingiu.
"Geisa Machado"
Homens e mulheres são universos bem diferentes. Para a tão almejada harmonia entre os sexos é necessário que cada um entenda o seu próprio universo e o do (a) parceiro (a).
Encontramos nas livrarias uma vasta literatura abordando este tema. Dentre os livros mais procurados, eu recomendo o “POR QUE OS HOMENS FAZEM SEXO E AS MULHERES FAZEM AMOR?” (Allan e Barbara Pease). Contendo uma linguagem simples e de fácil entendimento, ele nos dá “uma visão científica (e bem humorada) de nossas diferenças”.
Transcrevo abaixo um trecho deste livro para ajudá-la (o) a entender melhor como funcionam os aparelhos psíquicos de ambos os sexos.
QUANDO OS DOIS ESTÃO SOB PRESSÃO
A reação ao stress é uma das mais surpreendentes diferenças entre homens e mulheres. Um casal sob pressão é um campo minado que cada um tenta atravessar a seu modo. Ele se cala, ela se preocupa com isso. Ela fala sem parar, ele se desespera. Para tentar ajudar, ela toma a pior atitude possível: fazer com qu
e ele fale sobre o problema. Ele pede para ficar em paz, sozinho, e se fecha.Quando o homem sob extrema pressão ou em busca de solução para um problema sério se cala, isso aterroriza a mulher, porque, como ela só age assim se for ferida, enganada ou ofendida, pensa que foi o que aconteceu com ele. Será que ela o ofendeu e ele não gosta mais dela? Se a mulher magoada se cala, o homem supõe que ela queira ficar sozinha e vai para o bar com amigos ou se instala em frente do computador.
A mulher tem de compreender que nos momentos de crise o homem precisa ficar em paz, pensando. Nada de achar que ele não a ama ou está zangado com ela. Basta deixá-lo sozinho, colocando-se disponível para ouvi-lo, sem pressioná-lo. Vai passar e, mais tarde, ele poderá falar a respeito.
O homem precisa desenvolver a sensibilidade para entender que, por trás do talvez excesso de palavras da mulher, há uma carência e um pedido de ajuda. Reclamar e fechar-se só vai aumentar o stress. Procure ouvir, entender e colocar carinhosamente seus limites quando sentir que os atingiu.
"Geisa Machado"
quarta-feira, 26 de maio de 2010
FRUSTRAÇÃO X EXPECTATIVA
Vimos no post anterior que necessitamos diminuir as expectativas para termos menos frustrações. Ao contrário do que possa parecer, as expectativas fazem parte de nossas vidas. É impossível viver sem e
las, pois é nelas que depositamos a esperança de conseguirmos realizar um sonho, ou um desejo. Viver sem expectativa é viver uma vida sem sentido, é tornar o nosso dia a dia cinzento.
Igualmente as frustrações fazem parte de nossas vidas. Elas, na medida certa, aprimoram e fortalecem o nosso caráter, através do esforço e da luta para irmos em busca de uma realização. A pessoa que foi criada sempre tendo os seus desejos atendidos e nunca ouviu um “não” como resposta, pode se tornar alguém mimado, fútil, superficial e acabar pisando e passando por cima dos sentimentos dos outros só para atingir os seus objetivos. Pessoas que são popularmente conhecidas como “a (o) que tem temperamento forte”, normalmente são aquelas que gritam e brigam para impor suas opiniões. Na verdade, elas têm uma “personalidade fraca” porque não aceitam e não aguentam frustrações.
Lembra de “a vida ficar sem sentido”, que citei no 1º parágrafo? Eis o círculo vicioso: grandes expectativas levam a grandes frustrações, que por sua vez levam a grandes decepções gerando grande sofrimento. Este círculo acaba levando a pessoa a entrar em exaustão e ela começa a ter medo de desejar algo porque já prevê a dor. Consequentemente acionam seu mecanismo de defesa, acabando por se tornar, aparentemente, insensíveis e frias. Na verdade, a maioria delas não perdeu a fé na vida, no amor e nos seus semelhantes. Elas, simplesmente, se fecham porque não agüentam mais sofrer decepções.
Todo mundo busca o equ
ilíbrio (físico, psíquico e emocional), porém não existem fórmulas para atingi-lo. E nem poderia, porque só se atinge o equilíbrio através da observação de si. Na percepção e ajuste do próprio radicalismo.
O meu alerta é sempre para observarmos se não estamos sendo demasiadamente radicais em algumas atitudes e comportamentos, porque é dessa forma que conseguiremos realizar os nossos sonhos, tendo uma vida plena e satisfatória.
Igualmente as frustrações fazem parte de nossas vidas. Elas, na medida certa, aprimoram e fortalecem o nosso caráter, através do esforço e da luta para irmos em busca de uma realização. A pessoa que foi criada sempre tendo os seus desejos atendidos e nunca ouviu um “não” como resposta, pode se tornar alguém mimado, fútil, superficial e acabar pisando e passando por cima dos sentimentos dos outros só para atingir os seus objetivos. Pessoas que são popularmente conhecidas como “a (o) que tem temperamento forte”, normalmente são aquelas que gritam e brigam para impor suas opiniões. Na verdade, elas têm uma “personalidade fraca” porque não aceitam e não aguentam frustrações.
Lembra de “a vida ficar sem sentido”, que citei no 1º parágrafo? Eis o círculo vicioso: grandes expectativas levam a grandes frustrações, que por sua vez levam a grandes decepções gerando grande sofrimento. Este círculo acaba levando a pessoa a entrar em exaustão e ela começa a ter medo de desejar algo porque já prevê a dor. Consequentemente acionam seu mecanismo de defesa, acabando por se tornar, aparentemente, insensíveis e frias. Na verdade, a maioria delas não perdeu a fé na vida, no amor e nos seus semelhantes. Elas, simplesmente, se fecham porque não agüentam mais sofrer decepções.
Todo mundo busca o equ
O meu alerta é sempre para observarmos se não estamos sendo demasiadamente radicais em algumas atitudes e comportamentos, porque é dessa forma que conseguiremos realizar os nossos sonhos, tendo uma vida plena e satisfatória.

Por falar em satisfação, eu tenho a imensa satisfação de fazer parte deste grupo de amigas. Mulheres fantásticas que embelezam, com inteligência, graça e charme, o nosso mundo da blogosfera. Nós nos conhecemos aqui, nos encontramos, criamos uma grande amizade e montamos um blog, o “Bloggirls” Dê uma passada lá para brindar conosco a alegria de estarmos todos juntos.
"Geisa Machado"
terça-feira, 11 de maio de 2010
EXPECTATIVA X FRUSTRAÇÃO
Você está prestes a conseguir aquela vaga de emprego tão desejada.
Você está prestes a receber aquela promoção pela qual tanto se esforçou.
Você conheceu alguém, descobre que é o amor da sua vida e está prestes a ter um relacionamento com esta pessoa.
E de repente tudo se desmorona, nada do que você previu, aconteceu. Ou se aconteceu, não foi o que esperava.
E aí ve
m a frustração, que é o estado de quem não atingiu o seu ideal, o seu desejo. Ela vem acompanhada da sensação de se estar incompleta (o). Pela ausência de um objeto (ou de alguém), você fica privada (o) da satisfação que isso lhe daria, de não ter o resultado que se esperava.
Em contrapartida, nós temos a expectativa, que é a esperança fundada em supostos direitos. Portanto, quando desejamos algo criamo
s uma expectativa em relação a este desejo e se ela for muito grande, acaba se tornando uma ilusão. Na ilusão não vemos a realidade como se apresenta e não podemos atuar de acordo com os fatos. Ex: não perceber que não está qualificada (o) para aquele emprego (promoção) ou que o ser amado não é a perfeição que imaginou.
Pessoas muito controladoras exigem que seus desejos sejam satisfeitos e não aceitam quando o resultado não é o que esperavam.
O que torna a vida interessante é a possibilidade de realizar um sonho. Porém, quanto maior for a expectativa, se esse sonho não se realizar, maior é a frustração e maior a dor, a angústia e o consequente sofrimento. Principalmente nos casos amorosos quando não há a reciprocidade desejada.
O corpo da mulher é feito para gerar e dar a vida a um novo ser. É ela quem nutre este ser fisicamente (amamentando-o) e emocionalmente (amando-o). Para a sociedade ela é o próprio amor. Os homens também possuem este sentimento, mas em menor escala e com menos intensidade. Pela sua constituição psíquica, eles são mais práticos e realistas, criando menos expectativas.
Fala-se muito em amor incondicional, sentimento este que não exige nada em troca. Porém, nós, seres humanos, ainda não estamos preparados para vivê-lo. Para nós, o amor exige reciprocidade. Nós amamos na esperança de sermos amados. E essa esperança gera uma expectativa tamanha, que se não houver a “satisfatória” correspondência, ficamos decepcionados e frustrados.
Em síntese, você se torna a vítima das vítimas quando a necessidade de ser amada (o), sobrepõe-se a necessidade de ser respeitada (o).
"Geisa Machado"
Você está prestes a receber aquela promoção pela qual tanto se esforçou.
Você conheceu alguém, descobre que é o amor da sua vida e está prestes a ter um relacionamento com esta pessoa.
E de repente tudo se desmorona, nada do que você previu, aconteceu. Ou se aconteceu, não foi o que esperava.
E aí ve
m a frustração, que é o estado de quem não atingiu o seu ideal, o seu desejo. Ela vem acompanhada da sensação de se estar incompleta (o). Pela ausência de um objeto (ou de alguém), você fica privada (o) da satisfação que isso lhe daria, de não ter o resultado que se esperava.Em contrapartida, nós temos a expectativa, que é a esperança fundada em supostos direitos. Portanto, quando desejamos algo criamo
s uma expectativa em relação a este desejo e se ela for muito grande, acaba se tornando uma ilusão. Na ilusão não vemos a realidade como se apresenta e não podemos atuar de acordo com os fatos. Ex: não perceber que não está qualificada (o) para aquele emprego (promoção) ou que o ser amado não é a perfeição que imaginou.Pessoas muito controladoras exigem que seus desejos sejam satisfeitos e não aceitam quando o resultado não é o que esperavam.
O que torna a vida interessante é a possibilidade de realizar um sonho. Porém, quanto maior for a expectativa, se esse sonho não se realizar, maior é a frustração e maior a dor, a angústia e o consequente sofrimento. Principalmente nos casos amorosos quando não há a reciprocidade desejada.
O corpo da mulher é feito para gerar e dar a vida a um novo ser. É ela quem nutre este ser fisicamente (amamentando-o) e emocionalmente (amando-o). Para a sociedade ela é o próprio amor. Os homens também possuem este sentimento, mas em menor escala e com menos intensidade. Pela sua constituição psíquica, eles são mais práticos e realistas, criando menos expectativas.
Fala-se muito em amor incondicional, sentimento este que não exige nada em troca. Porém, nós, seres humanos, ainda não estamos preparados para vivê-lo. Para nós, o amor exige reciprocidade. Nós amamos na esperança de sermos amados. E essa esperança gera uma expectativa tamanha, que se não houver a “satisfatória” correspondência, ficamos decepcionados e frustrados.
Em síntese, você se torna a vítima das vítimas quando a necessidade de ser amada (o), sobrepõe-se a necessidade de ser respeitada (o).
"Geisa Machado"
sexta-feira, 30 de abril de 2010
SAUDADE É A PRESENÇA DA AUSÊNCIA (Tristão de Ataide)
Já se encontra disponível no site da emissora RedeTV+ a exibição do programa Show+, do qual eu participei, citado no post anterior "Não deixe o cavalheirismo morrer"
O tema em debate foi “Saudade”, discutido por mim e mais duas psicólogas também convidadas, juntamente com o apresentador Darcio Arruda.
O programa aconteceu num clima muito harmonioso, onde um misto de bate-papo e orientações fez com que o telespectador, além de se entreter, obtivesse informações valiosas para o seu aprendizado.
Em caso de dúvidas, estarei disponível para esclarecê-las.
- ao abrir a página, embaixo a esquerda, clique no logotipo do programa
Show+
- Ao abrir outra página, no alto a esquerda você verá um calendário do mês de Abril, clique no dia 21
E BOM ENTRETENIMENTO!!!
"Geisa Machado"
terça-feira, 20 de abril de 2010
NÃO DEIXE O CAVALHEIRISMO MORRER
Há alguns anos eu estava em um restaurante com uns amigos e resolvemos dar uma “esticada” para outro lugar.Ao me aproximar do carro de um deles, o rapaz, muito solícito, abriu a porta do veículo e me alertou para tomar cuidado ao entrar nele, pois se tratava de um Jipe. Eu, muito grosseiramente, respondi: “Não precisa se preocupar, meu ex-marido tinha caminhão e cansei de andar nele. O que é um Jipe perto de um caminhão?”. Só no dia seguinte é que tive um “insight”, me dando conta que o meu amigo estava sendo um cavalheiro e eu o deixei desconcentrado, desconsiderando o seu ato gentil.
Foi a partir deste episódio que comecei a pesquisar a “masculinização” feminina e percebi que quando eu falava sobre o cavalheirismo, ouvia, por parte das mulheres, a mesma frase: ”Se a gente deixar que façam isso parece que somos incapazes”.
O post anterior, “A escolha do seu par", mostrou claramente como as mulheres, no passa
Entramos no século XXI com a deturpação de inúmeros valores. É nisso que precisamos ficar atentas, sabendo separar o “joio do trigo”. Não é diante destes pequenos (ou será grandes?) atos de amabilidade que medimos a nossa capacidade. Ela está no nosso potencial e na nossa competência para a atuação, e isso está mais do que provado.
Como queremos que os homens sejam mais sensíveis, se nós mesmas estamos fechando as portas para esta possibilidade? O resultado disso é o que vemos todos os dias, em todos os lugares: pessoas endurecidas, individualistas e totalmente solitárias.
A ânsia pela autonomia e independência está nos cegando para o reconhecimento de atos de gentileza e nos tornando, aí sim, incapazes de nos relacionarmos.
"Geisa Machado"
Quero citar a seguir dois eventos importantíssimos que me aconteceram na última semana:
- No dia 10/04/2010 tive a felicidade de receber e acolher em minha casa 5 grandes amigas blogueiras, o que tornou o nosso encontro inesquecível. São elas: Elaine Barnes (Nas asas da coruja), Majoli (Rabiscos da alma), Sueli Benko (Fenixando), Sandra Botelho (Meu aconchego) e Maria Bonfá (Um mar de sonhos). Quem quiser saber de mais detalhes, inclusive com fotos, procure os blogs de Elaine, Majoli e Sueli. Obrigada amigas! Amo demais todas vocês!
- Através do meu blog, fui procurada pela produção do programa Show+, veiculado pela emissora Rede TV+ (NET), para ser uma de suas participantes. O Show+ é jornalismo de entretenimento, tendo um assunto como base para debates. O tema para o qual fui convidada foi “Saudade”. Quero compartilhar com vocês esta incrível experiência. Quem tiver TV a cabo da Net e puder assistir, segue abaixo os dados do programa:
- Emissora: Rede TV+ (NET)
- Programa: Show+ - apresentador Darcio Arruda
- Canal 14 (para São Paulo)
Canal 10 (para o ABC)
Canal 08 da TVA digital
- Dia e horário: 21/04/2010 (quarta-feira feriado) – às 19,30hrs.
Para quem não puder assistir no dia citado acima, no prazo de uma semana (a partir do dia da exibição do programa), é só entrar no site da emissora (http://www.redetvmais.com.br/) que será passado na íntegra.
sexta-feira, 2 de abril de 2010
A ESCOLHA DO SEU PAR
Transcreverei abaixo um texto redigido por um palestrante e escritor que fala sobre a importância da dança na escolha de um parceiro.
“Há trinta anos, os ad
olescentes encontravam o sexo oposto em bailes de salão organizados por clubes, igrejas ou pais responsáveis preocupados com o sucesso reprodutivo de seus rebentos.
Na dança de salão o homem tem uma série de obrigações, como cuidar da mulher, planejar o rumo, variar os passos, segurar com firmeza e orientar delicadamente o corpo de uma mulher. Homens levam três vezes mais tempo para aprender a dançar do que mulheres. Não que eles sejam menos inteligentes, mas porque têm muito mais funções a executar. Essa sobrecarga em cima do homem permite à mulher avaliar rapidamente a inteligência do seu par, a sua capacidade de planejamento, a sua reação em situações de stress. A mulher só precisa acompanhá-lo. Ela pode dedicar seu tempo exclusivamente à tarefa de avaliação do homem.
Uma mulher precisa de muito mais informações do que um homem para se apaixonar, e a dança permitia a ela avaliar o homem na delicadeza do trato, na firmeza da condução, no carinho do toque, no companheirismo e no significado que ele dava ao seu par. Ela podia analisar como o homem lidava com o fracasso, quando inadvertidamente dava uma pisada no seu pé. Podia ver co
mo ele se desculpava, se é que se desculpava, ou se era do tipo que culpava os outros.
Essa convenção social de antigamente permitia ao sexo feminino avaliar numa única noite vinte rapazes entre os 500 presentes num grande baile. As mulheres faziam um verdadeiro teste psicológico, físico e social de um futuro marido e obtinham o que poucos testes psicológicos revelam. Em poucos minutos conseguiam ter uma primeira noção de inteligência, criatividade, coordenação, tato, carinho, cooperação, paciência, perseverança e liderança de um futuro par.
Infelizmente, perdemos esse costume porque se começou a considerar a dança de salão uma submissão da mulher ao poder do homem, porque era o homem quem convidava e conduzia a mulher.
Criaram o disco dancing, em
que homem e mulher dançam separados, o homem não mais conduz nem sequer toca no corpo da mulher. O som é tão elevado que nem dá para conversar, os usuais 130 decibéis nem permitem algum tipo de interação entre os sexos.
Por isso, os jovens criaram o costume de "ficar", o que permite a uma garota conhecer, pelo menos, um homem por noite sem compromisso, em vez de conhecer vinte rapazes numa noite, também sem compromissos maiores.
Pior: hoje o primeiro contato de fato de um rapaz com o corpo de uma mulher é no ato sexual, e no início é um desastre. Acabam fazendo sexo mecanicamente em vez de romanticamente como a extensão natural de um tango ou bolero. Grandes dançarinos são grandes amantes, e não é por coincidência que mulheres adoram homens que realmente sabem dançar e se apaixonam facilmente por eles.
Masculinizamos as mulheres no disco dancing em vez de tor
nar os homens mais sensíveis, carinhosos e preocupados com o trato do corpo da mulher. Não é por acaso que aumentou a violência no mundo, especialmente a violência contra as mulheres. Não é à toa que perdemos o romantismo, o companheirismo e a cooperação entre os sexos.
Hoje, uma garota ou um rapaz tem de escolher o seu par num grupo muito restrito de pretendentes, e com pouca informação de ambas as partes, ao contrário de antigamente.
Eu não acredito que homens virem monstros e mulheres virem megeras depois de casados. As pessoas mudam muito pouco ao longo da vida, na realidade elas continuam a ser o que eram antes de se casar. Você é que não percebeu, ou não soube avaliar, porque perdemos os mecanismos de antigamente de seleção a partir de um grupo enorme de possíveis candidatos.
Fico feliz ao notar a volta da dança de salão, dos cursos de forró, tango e bolero, em que novamente os dois se
xos dançam juntos, colados e em harmonia. Entre o olhar interessado e o "ficar" descompromissado, eliminamos infelizmente uma importante etapa social que era dançar, costume de todos os povos desde o início dos tempos.
Se você for mãe de um filho, ajude a reintroduzir a dança de salão nos clubes, nas festas e nas igrejas, para que homens aprendam a lidar com carinho com o corpo de uma mulher.
Se você for mãe de uma filha, devolva a ela a oportunidade que seus pais lhe deram, em vez de deixar sua filha surda, casada com um brutamontes, confuso e isensível idiota".
Stephen Kanitz (Editora Abril, Revista Veja, edição 1877, ano 37, nº 43, 27 de outubro de 2004, página 22)
“Há trinta anos, os ad
Na dança de salão o homem tem uma série de obrigações, como cuidar da mulher, planejar o rumo, variar os passos, segurar com firmeza e orientar delicadamente o corpo de uma mulher. Homens levam três vezes mais tempo para aprender a dançar do que mulheres. Não que eles sejam menos inteligentes, mas porque têm muito mais funções a executar. Essa sobrecarga em cima do homem permite à mulher avaliar rapidamente a inteligência do seu par, a sua capacidade de planejamento, a sua reação em situações de stress. A mulher só precisa acompanhá-lo. Ela pode dedicar seu tempo exclusivamente à tarefa de avaliação do homem.
Uma mulher precisa de muito mais informações do que um homem para se apaixonar, e a dança permitia a ela avaliar o homem na delicadeza do trato, na firmeza da condução, no carinho do toque, no companheirismo e no significado que ele dava ao seu par. Ela podia analisar como o homem lidava com o fracasso, quando inadvertidamente dava uma pisada no seu pé. Podia ver co
Essa convenção social de antigamente permitia ao sexo feminino avaliar numa única noite vinte rapazes entre os 500 presentes num grande baile. As mulheres faziam um verdadeiro teste psicológico, físico e social de um futuro marido e obtinham o que poucos testes psicológicos revelam. Em poucos minutos conseguiam ter uma primeira noção de inteligência, criatividade, coordenação, tato, carinho, cooperação, paciência, perseverança e liderança de um futuro par.
Infelizmente, perdemos esse costume porque se começou a considerar a dança de salão uma submissão da mulher ao poder do homem, porque era o homem quem convidava e conduzia a mulher.
Criaram o disco dancing, em
Por isso, os jovens criaram o costume de "ficar", o que permite a uma garota conhecer, pelo menos, um homem por noite sem compromisso, em vez de conhecer vinte rapazes numa noite, também sem compromissos maiores.
Pior: hoje o primeiro contato de fato de um rapaz com o corpo de uma mulher é no ato sexual, e no início é um desastre. Acabam fazendo sexo mecanicamente em vez de romanticamente como a extensão natural de um tango ou bolero. Grandes dançarinos são grandes amantes, e não é por coincidência que mulheres adoram homens que realmente sabem dançar e se apaixonam facilmente por eles.
Masculinizamos as mulheres no disco dancing em vez de tor
Hoje, uma garota ou um rapaz tem de escolher o seu par num grupo muito restrito de pretendentes, e com pouca informação de ambas as partes, ao contrário de antigamente.
Eu não acredito que homens virem monstros e mulheres virem megeras depois de casados. As pessoas mudam muito pouco ao longo da vida, na realidade elas continuam a ser o que eram antes de se casar. Você é que não percebeu, ou não soube avaliar, porque perdemos os mecanismos de antigamente de seleção a partir de um grupo enorme de possíveis candidatos.
Fico feliz ao notar a volta da dança de salão, dos cursos de forró, tango e bolero, em que novamente os dois se
Se você for mãe de um filho, ajude a reintroduzir a dança de salão nos clubes, nas festas e nas igrejas, para que homens aprendam a lidar com carinho com o corpo de uma mulher.
Se você for mãe de uma filha, devolva a ela a oportunidade que seus pais lhe deram, em vez de deixar sua filha surda, casada com um brutamontes, confuso e isensível idiota".
Stephen Kanitz (Editora Abril, Revista Veja, edição 1877, ano 37, nº 43, 27 de outubro de 2004, página 22)
"Geisa Machado"
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