Há anos venho estudando o comportamento da mulher nos tempos atuais. Este espaço destina-se a analisar os reflexos (positivos e negativos) decorrentes do movimento feminista, através de textos escritos por mim e outros autores.

segunda-feira, 21 de dezembro de 2009

UM FELIZ NATAL E UM NOVO 2010!!!!

Ano novo, vida nova, não é mesmo? Porém, para o novo acontecer, temos que rever o que é velho, porque “se você continuar agindo como sempre agiu, vai continuar obtendo o que sempre obteve”. E dessa forma, como algo novo pode acontecer?
Esta época do mês de Dezembro serve justamente para darmos uma pausa em nossas vidas e fazermos um balanço no âmbito pessoal, reformulando valores, posturas e comportamentos. “Você é o que acredita ser”. Eu não disse “Você é o que pensa ser”. Acreditar está ligado a crenças. São nossas crenças que nos dirigem e são elas que, na maioria das vezes, nos colocam para baixo diminuindo nossa auto estima, pois sempre estão atreladas a complexos de inferioridade. É preciso descobri-las para poder revertê-las.
O ser humano é muito melhor do que aparenta ser.
O vídeo abaixo contém uma mensagem de positivismo, e eu o ofereço a você meu (minha) amigo (a) da blogosfera, para ajudá-lo (a) nesta transição de final de ano. Tenho um prazer enorme de fazer parte deste mundo e estar conhecendo pessoas maravilhosas que têm contribuído muito para o meu enriquecimento pessoal.
Muito obrigada a todos vocês! E em especial, a minha amiga Elaine Barnes (do blog Nas asas da Coruja), pois foi através dela que cheguei até aqui.

" video

Que você tenha "realmente" um Ano Novo com uma "Nova Vida"!!!

"Geisa Machado"

terça-feira, 8 de dezembro de 2009

ENCALHADA, EU?


Há uns 30 anos, a mulherada morria de medo de ficar pra titia ou ficar encalhada (sei bem disso, porque eu era uma delas). Naquela época ainda existia o Normal (equivalente ao 3º ano do ensino médio), que preparava as garotas para serem professoras. Muitas o chamavam de “profissão espera marido”.
De lá para cá tudo mudou. Atualmente temos várias profissões a nossa disposição e podemos decidir o nosso destino. Porém, é interessante notar, que ainda hoje, muitas mulheres se preocupam com o fato de ficarem sozinhas. Será que este conceito, tão enraizado, ainda permanece vivo em nosso inconsciente?
Um navio encalhado é aquele que não consegue navegar. Encalhar significa parar, ficar detido, não ter seguimento, não ter saída. Naquela época este termo cabia muito bem, porque a mulher que não se casasse não tinha saída para a sua vida. Por um lado, ela dependia de um homem (um marido) que a sustentasse e lhe desse um teto para morar. Por outro, o casamento lhe conferia respeito e dignidade.
Estar em busca de um grande amor e estar com medo de ficar encalhada são duas faces de uma mesma moeda. É preciso muita ponderação para discernir uma coisa da outra. Perguntas do tipo “Você ainda não casou?”, “Você está sozinha?”, “Você não tem namorado?”, podem nos fazer sentir fracassadas e nos empurrar para um relacionamento qualquer, só para resgatarmos uma dignidade, que se supõe estar perdida. Muitas mulheres permanecem num casamento acabado há muito tempo e sofrendo maus tratos por causa deste medo. E também vejo muitas jovens desesperadas para contrair matrimônio, pelo mesmo motivo. A minha pergunta para elas é: “O que você quer é casar, então não importa com quem, não é?”
Estamos no século XXI, conceitos e valores estão sendo reformulados. O que era verdade no passado, hoje se tornou totalmente obsoleto. Mas ainda respondemos a regras que nos foram impostas. Quebrar um paradigma já estabelecido não é tão fácil assim, porém é possível e necessário. Então, como deixamos de sentir este medo de ficar encalhadas? Mudando o conceito desta palavra, através da conscientização!
Ler, estudar, manter-se informada, fazer amizades, ser flexível, enfim, abrir a mente para o novo e para as mudanças que estão ocorrendo, isto nos faz andar, crescer e evoluir (desencalhando-nos e nos deixando livres para as nossas escolhas). Dessa forma, faremos jus ao movimento que capacitou a mulher para a vida e, de fato, desbravaremos novos horizontes
Portanto, olhando por este novo ângulo, aquela pessoa que parou no tempo e vive uma vida de mesmice, esta sim, está encalhada. E aí tanto faz ser homem ou mulher, estar sozinho (a) ou estar se relacionando.
"Geisa Machado"