Há anos venho estudando o comportamento da mulher nos tempos atuais. Este espaço destina-se a analisar os reflexos (positivos e negativos) decorrentes do movimento feminista, através de textos escritos por mim e outros autores.

sábado, 18 de dezembro de 2010

ANO NOVO: UMA FOLHA EM BRANCO

Mais um ano que termina e outro que se inicia...


Um ano novo é como uma folha em branco.


Você pode rasgá-la, amassá-la ou jogá-la no lixo.


Porém, você também pode fazer lindos desenhos coloridos, origami, escrever poesias, traçar metas, colocar seus sonhos e desejos.


A folha representa a sua vida. Cabe a você decidir o que fazer.


Se escolheu a 2ª opção assista o vídeo abaixo e veja que realizar os seus sonhos começa por um ponto... “um ponto dentro de você”.





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Um excelente Natal para todos e um Ano Novo, novinho em folha, com grandes realizações!!!!!

quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

CONDICIONAMENTO


"Eu sei que a gente se acostuma. Mas não devia"
"A gente se acostuma a morar em apartamentos de fundos e a não ter outra vista que não as janelas ao redor. E, porque não tem vista, logo se acostuma a não olhar para fora. E, porque não olha para fora, logo se acostuma a não abrir de todo as cortinas. E, porque não abre as cortinas, logo se acostuma a acender mais cedo a luz. E, à medida que se acostuma, esquece o sol, esquece o ar, esquece a amplidão.
A gente se acostuma a acordar de manhã sobressaltado porque está na hora. A tomar o café correndo porque está atrasado. A ler o jornal no ônibus porque não pode perder o tempo da viagem. A comer sanduíche porque não dá para almoçar. A sair do trabalho porque já é noite. A cochilar no ônibus porque está cansado. A deitar cedo e dormir pesado sem ter vivido o dia.
A gente se acostuma a abrir o jornal e a ler sobre a guerra. E, aceitando a guerra, aceita os mortos e que haja números para os mortos. E, aceitando os números, aceita não acreditar nas negociações de paz. E, não acreditando nas negociações de paz, aceita ler todo dia da guerra, dos números, da longa duração.
A gente se acostuma a esperar o dia inteiro e ouvir no telefone: hoje não posso ir. A sorrir para as pessoas sem receber um sorriso de volta. A ser ignorado quando precisava tanto ser visto.
A gente se acostuma a andar na rua e ver cartazes. A abrir as revistas e ver anúncios. A ligar a televisão e assistir a comerciais. A ir ao cinema e engolir publicidade. A ser instigado, conduzido, desnorteado, lançado na infindável catarata dos produtos.
A gente se acostuma à poluição. Às salas fechadas de ar condicionado e cheiro de cigarro. À luz artificial de ligeiro tremor. Ao choque que os olhos levam na luz natural. Às bactérias da água potável. À contaminação da água do mar. À lenta morte dos rios. Se acostuma a não ouvir passarinho, a não ter galo de madrugada, a temer a hidrofobia dos cães, a não colher fruta no pé, a não ter sequer uma planta.
A gente se acostuma a coisas demais, para não sofrer. Em doses pequenas, tentando não perceber, vai afastando uma dor aqui, um ressentimento ali, uma revolta acolá. Se o cinema está cheio, a gente senta na primeira fila e torce um pouco o pescoço. Se a praia está contaminada, a gente molha só os pés e sua no resto do corpo. Se o trabalho está duro, a gente se consola pensando no fim de semana. E se no fim de semana não há muito que fazer a gente vai dormir cedo e ainda fica satisfeito porque tem sempre sono atrasado.
A gente se acostuma para não se ralar na aspereza, para preservar a pele. Se acostuma para evitar feridas, sangramentos, para esquivar-se de faca e baioneta, para poupar o peito. A gente se acostuma para poupar a vida. Que aos poucos se gasta, e que, gasta de tanto acostumar, se perde de si mesma".
O texto acima foi extraído do livro "Eu sei, mas não devia", Editora Rocco - Rio de Janeiro, 1996 - Marina Colasanti


A gente se acostuma porque se deixa condicionar e no condicionamento não encontramos forças para reagir. O resultado são as doenças psicossomáticas, sendo que hoje a mais comum é a depressão.
Para reagir a esta situação uma das orientações é começar a mudar os seus hábitos. Preste atenção no seu dia e perceba quais e como são os seus atos mecânicos. Tomar banho, escovar os dentes, levantar da cama ao acordar são atos que fazemos mecanicamente e não nos damos conta de como fazemos. Observar os seus movimentos já é um grande passo para começar a tomar posse de si mesmo e não se deixar mais ser condicionado(a) pelas circunstâncias e/ou pessoas.


GEISA MACHADO

segunda-feira, 8 de novembro de 2010

COMEMORAÇÃO 1 ANO DE BLOG

Quando algo novo acontece em nossa vida, modificando a nossa rotina, torna-se necessário o período de 1 ano para nos readaptarmos a nova realidade. Foi o que ocorreu comigo quando ingressei no mundo da blogosfera, pois comecei a ter hábitos totalmente diferentes dos que eu tinha. Escrever textos expondo as minhas idéias e, consequentemente, fazer amizades virtuais era algo inusitado para mim.
A princípio, como é natural em todo começo, senti euforia e encantamento por este mundo, que mais parece um universo, pela gama imensa de possibilidades que surgiram. Depois cheguei a ter aborrecimento e cansaço, querendo algumas vezes parar com tudo. Mas, quando isso acontecia, eu sempre recebia o comentário de um (a) amigo (a) que, sem saber, me estimulava e incentivava fazendo com que eu continuasse nesta trajetória.
A FORÇA E A BELEZA DE SER MULHER completa 1 ano este mês e isso só está sendo possível por causa das suas visitas e comentários. Nós nascemos e morremos sozinhos, mas nós não podemos viver sozinhos. É a sua presença aqui que dá vida a este blog. O seu carinho é a verdadeira razão desta comemoração. Muito obrigada a todos vocês, meus amigos!!!!












Os selos acima foram confeccionados pela amiga Lidia Ferreira que, com muita consideração a afeto, sempre me socorreu nas horas de aperto. Obrigada minha querida! O seu blog é o Cor de Rosa Choque. Vá até lá e eu garanto que você receberá um imenso choque de amor.
Leve-os ou escolha o que mais lhe agradar. Junto com este presente, tal qual a luz e o brilho dos selos, receba o meu desejo de que os seus caminhos sejam muito iluminados. E que a sua luz brilhe em todos os momentos de sua vida.
Seja sempre muito bem-vindo (a) a este local, cuja intenção é ajudar você a ser uma pessoa cada vez melhor. Sinta-se abraçado (a) e acolhido (a) sempre que aqui comparecer.


quinta-feira, 28 de outubro de 2010

OS ESTRAGOS QUE FAZEMOS NA VIDA


No post “Quando a vida se impõe” vocês acompanharam a história da fratura do meu tornozelo e a recuperação que está acontecendo dia a dia. Ultimamente eu tenho repetido muito uma frase: “Fazer um estrago é fácil, difícil é consertar o que foi feito”. Uma virada de pé ocasionou uma fratura que está levando meses para se restabelecer.
Repassemos isso para a nossa vida. Quantos estragos provocamos que, posteriormente, nos dão muito trabalho (e gastamos muita energia) para serem consertados? Quando magoamos alguém, provocamos discussões, fazemos promessas que não conseguimos cumprir ou ainda quando estamos fragilizados e nos deixamos ser seduzidos. Tudo isso está atrelado as nossas emoções exacerbadas e descontroladas.
Estando sob o domínio da raiva podemos afastar pessoas valiosas ou por em risco um emprego (ou uma carreira profissional).
Estando sob o domínio da euforia achamos que podemos dominar o mundo e sem perceber, passamos por cima de alguém para atingir nosso objetivo.
Estando num estado de grande carência, e consequentemente fragilizados, podemos colocar a nossa vida nas mãos de outra pessoa que acabará nos prejudicando.
Estas situações citadas acima muitas vezes não têm mais conserto, ou se tem, levamos muito tempo para corrigi-las. Portanto, ao estarmos a mercê das nossas emoções podemos provocar situações que nos levarão a atos impensados.
Analisando por este ângulo, a frase “faça o que seu coração mandar” nem sempre está correta. Somos ainda muito primitivos do ponto de vista emocional. É claro que as emoções fazem parte de nós e se formos muito racionais corremos o risco de sermos frios e calculistas (um psicopata não se abala por nada). O que precisamos é prestar atenção quando estamos sob seu domínio e por a razão para funcionar. Desta forma evitaremos estragos e a energia usada para consertá-los estará a nossa disposição para que a vida flua de forma mais tranqüila.



sábado, 2 de outubro de 2010

AGRESSIVIDADE FEMININA

            Os noticiários na TV vêm anunciando cada vez mais o aumento no número de agressões as mulheres.
            Analisando o contexto histórico, estas agressões acontecem há séculos abertamente, tendo os agressores apoio total da sociedade. Não era raro, a mulher agredida achar que estava errada e que tinha merecido o que havia acontecido a ela.
            Cansadas de serem maltratadas e humilhadas, as mulheres deram um basta às torturas físicas e psicológicas mostrando a sua força guerreira. Os homens assustados recuaram. Porém, ao colocarem a sua agressividade a toda prova, esqueceram-se que na força física eles são superiores.
            Nos casos de assassinatos, os relatos são que elas ameaçaram seus assassinos. Claro que isto não justifica o ato, mas tem um peso grande dentro da minha análise.
            Eu mesma já me assustei ao ver a forma como algumas agridem seus companheiros incitando a raiva neles.
            Assista ao vídeo abaixo, perceba como a atitude da garota mexe com nossos instintos e me diga o que você faria caso se deparasse com uma mulher dessas.



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PS: Quero agradecer a todos os amigos que me desejaram sucesso no Congresso e pronto restabelecimento na fratura do tornozelo. A minha apresentação foi excelente e já recebi alta do ortopedista (agora é a parte da Fisioterapia, mas estou me recuperando a cada dia que passa). Um grande beijo a todos!!!
             

sábado, 4 de setembro de 2010

QUANDO A VIDA SE IMPÕE

O que fazer quando a vida te impõe um ritmo completamente diferente ao que estava vivendo? O que fazer quando a vida te coloca numa situação de quase estagnação e num momento importante que se exige movimento? Nada. Não se faz nada, a não ser enfrentar os fatos que estão ocorrendo.
A frase “Você faz um plano e Deus faz outro” é uma das mais verdadeiras que conheço e eu a estou vivendo neste exato momento.
No dia 16/08, andando na rua, virei o pé direito e quebrei o tornozelo. Coloquei tala por 15 dias e agora estou engessada. O detalhe é que em todos esses dias (e pelo menos até dia 15/09) não posso por o pé no chão ficando impossibilitada de fazer todas as atividades a que estava acostumada. Inclusive o computador, que só consigo ficar pouco tempo por causa da posição incômoda e dolorida. Por este motivo, peço a compreensão dos meus amigos da blogosfera se estou me fazendo ausente e não os tenho visitado.
Como nem tudo está perdido em nossas vidas, por trabalhar em casa, continuo atendendo os clientes, pois, como venho dizendo, a cabeça está inteira. (rsrs).
Tenho também recebido ajuda total da minha família (filho, irmã e nora), bem como telefonemas e visitas de amigos. Nestas horas o calor humano é essencial, porque é ele que reconforta e é nele que nos apoiamos para receber o alento e o aconchego necessários para a ocasião.
Quais os sentimentos que afloram quando a gente se depara com estas imposições? Relutância em aceitar o ocorrido; Indignação; Resignação e Aceitação. Exatamente nesta ordem. Estes sentimentos se alternam e se realinham até se ajustarem numa ordem natural, onde a aceitação é a ordem imperativa.
Essas paradas forçadas aparecem para que as idéias sejam reorganizadas, para reavaliar conceitos e valores e para se trabalhar a paciência, a abnegação e a humildade.
E principalmente, é o momento de exercitar a fé, sabendo que tudo está certo (o que é difícil por sermos totalmente egóicos e querermos as coisas do nosso jeito). Se este é o plano de Deus, é para se deixar conduzir pela mão do Divino. Talvez Ele nos tenha traçado outra direção e esta foi a forma que encontrou para nos colocar no caminho que devemos seguir. E qual é este caminho? Só Ele sabe. Este é o grande mistério, porque por mais que achemos que temos o total controle sobre nossas vidas, ainda assim não sabemos o que é melhor pra nós. É no meio do caos que esta Inteligência Superior se apresenta para nos mostrar qual é “este melhor”. Nestas horas o que devemos fazer é confiar, relaxar e nos deixar guiar.

Esta é a fé e é só na fé que encontramos a salvação.





XIV CONGRESSO DO SABER

Eu, mais duas profissionais (uma psiquiatra e uma psicóloga), formamos uma equipe que dá assessoria na área educacional e tivemos a satisfação de sermos convidadas a participar como palestrantes neste grande evento.
A nossa apresentação será no dia 17 de setembro, às 16:30 hrs.
Abordaremos o tema “Construindo o educador do futuro”, no intuito de ajudar os profissionais desta área a adquirirem uma nova postura perante as mudanças que estão acontecendo.
Para maiores esclarecimentos acesse o site WWW.congressosaber.com.br, onde você obterá todas as informações necessárias para participar conosco deste importante acontecimento.
Ficarei muito contente se pudermos nos encontrar por lá.



quarta-feira, 4 de agosto de 2010

XIV CONGRESSO DO SABER


Eu, mais duas profissionais (uma psiquiatra e uma psicóloga), formamos uma equipe que dá assessoria na área educacional e tivemos a satisfação de sermos convidadas a participar como palestrantes neste grande evento.
A nossa apresentação será no dia 17 de setembro, às 16:30 hrs.
Abordaremos o tema "CONSTRUINDO O EDUCADOR DO FUTURO", no intuito de ajudar os profissionais desta área a adquirirem uma nova postura perante as mudanças que estão acontecendo.
Para maiores esclarecimentos acesse o site http://www.congressosaber.com.br/, onde você obterá todas as informações necessárias para participar conosco deste importante acontecimento.
Ficarei muito contente se pudermos nos encontrar por lá.

terça-feira, 20 de julho de 2010

AUTOESTIMA E FEMININO Blogagem coletiva


O nosso cérebro não sabe distinguir objetos, pessoas ou lugares. O que fica registrado nele são as emoções e sensações que vivenciamos em relação a tudo que nos rodeia.
Se você tem relutância em se desfazer de um objeto (e todos nós temos essa relutância), é porque este mesmo objeto está vinculado a uma emoção vivida. Ex.: uma roupa que usou numa ocasião em que estava repleta de sensações boas. Então, a dificuldade de se desfazer desta roupa é porque ela lhe traz boas recordações (e não necessariamente porque é confortável).
A dificuldade de se desapegar de pessoas segue o mesmo fundamento. Você viveu momentos tão gratificantes e satisfatórios com uma determinada pessoa que, por mais que ela te humilhe, a necessidade de se sentir desejada e amada faz com que você fique cega para a realidade da situação. Como experimentou (e registrou) emoções extasiantes com esta pessoa, a impressão que fica é que ela é a única fonte provedora de afeto, restando apenas a esperança e o apego a raros momentos bons.
Auto-estima significa ter consideração, apreço e respeito por si mesmo. As mulheres por terem ficado subjugadas aos homens por séculos deram um basta às torturas físicas e psicológicas e vêm se tornando cada vez mais independentes, procurando obter respeito. Porém, o que está ocorrendo é a masculinização do feminino, numa imposição de valores, para se provar quem é o melhor e o mais forte. O que se vê são comportamentos vulgares, fúteis e superficiais. Tudo isso atrelado a ânsia de ter afeto.
A auto-estima da mulher está diretamente ligada a sua essência feminina. É fundamental que ela se conscientize que, independente da busca pela competência profissional e realização pessoal, o seu modo de ser é único e totalmente diferente do homem. Não é humilhando-se (a maioria ainda faz isso inconscientemente), criticando-os ou agredindo-os que se fará respeitar.



Mulher, a sua força está na delicadeza do seu andar, na leveza dos seus movimentos, na profundidade do seu olhar e na beleza dos seus gestos. Ter auto-estima é ter consideração por si e encantar-se com os seus atributos dados pela própria natureza. Dessa forma, você elevará a sua auto-estima e se tornará única para os olhares ao seu redor.

Quem está promovendo esta blogagem é a Aleska do blog Diários de bordo.

"Geisa Machado"

sábado, 3 de julho de 2010

PERDER FAZ PARTE DA VIDA

Quem gosta de perder levanta a mão? É óbvio que você não levantou. Afinal, quem gosta de perder um amor, um emprego, um ente querido ou até mesmo um objeto pessoal como um livro, um sapato ou uma bolsa?
No passado remoto os povos primitivos lutavam pela sobrevivência e se perdessem, morriam. Os povos bárbaros quando guerreavam muitos perdiam a vida. Numa competição acirrada, corpo a corpo, aquele que perde, morre. Estas situações reais, pela freqüência com que aconteceram, ficaram cada vez mais registradas na nossa psique (mente). Portanto, perder significa morrer. E é essa sensação que permanece e aflora em nós cada vez que sofremos uma perda.
Como vivemos numa sociedade muito competitiva, somos compelidos a ganhar sempre. A frase “o importante é competir” é uma tentativa de reverter este processo. Porém, se não entendermos o que ocorre psiquicamente quando perdemos, essa tentativa não produz efeito e acaba sendo mais uma daquelas frases que mencionei no post anterior. Ao contrário o que ocorre é: “se o que importa é competir, isso aumenta a competitividade e se perder significa a morte, então no final o que importa realmente é ganhar”. E o quadro com que nos deparamos hoje em dia é: “ganhar sempre, custe o que custar, mesmo que para isso tenha que se usar a violência”.
A competição é saudável porque ao estarmos nesta atividade, o nosso corpo libera hormônios que nos dão a sensação de bem estar e fortalecimento interno. Mas se a usarmos de forma inadequada, agressiva e com a intenção de ganhar a qualquer custo, quando vem a mensagem “cuidado que você pode morrer”, estes mesmos hormônios se alteram e nosso instinto de sobrevivência fala mais alto. Ou seja, continuamos agindo como os povos primitivos.
Não somos treinados para perder e também não quero fazer apologia a perda. Porém, se faz necessário entender que estamos sofrendo perdas o tempo todo e nem ao menos percebemos que isso acontece. A nossa vida é feita de escolhas e ao escolhermos uma coisa, consequentemente perdemos outra. É o processo natural de viver.
Você já ouviu a frase “Deus fecha uma porta e abre um portão”? Esta sim é corretíssima, desde que não lamentemos a porta que se fechou.
Enquanto não nos conscientizarmos que perder faz parte de nossas histórias, continuaremos fechados em nós mesmos e não perceberemos a inúmeras possibilidades que a vida nos apresenta.
"Geisa Machado"

quinta-feira, 24 de junho de 2010

VOCÊ APRENDE

Hoje em dia fala-se muito sobre a importância do autoconhecimento. Muitos livros de auto-ajuda com inúmeras “frases de efeito” circulam pelo mercado. Observo as pessoas repetindo várias dessas frases sem ter o cuidado de refletir sobre elas. O efeito que causam é justamente o oposto do que propõe o autoconhecimento.
Uma auto-análise significa investigar “como você funciona” e isso só é possível na observação de seus comportamentos diante das situações que a vida lhe apresenta. Em outras palavras, aprendemos a descobrir quem somos através das experiências vividas no dia a dia e refletindo sobre elas.
Nos relacionamentos fala-se muito em “aceitar os defeitos do outro” (este outro pode ser o (a) parceiro (a), a mãe, o pai, o (a) amigo (a), enfim, aquele com quem você se relaciona). Como podemos aceitar os defeitos do outro se nem ao menos sabemos quais são os nossos e se não os aceitamos?
Outra frase muito falada é “precisamos aprender a conviver com as diferenças existentes entre as pessoas”. Para aprendermos a conviver com as diferenças precisamos saber quais são elas, pensar a respeito, para depois convivermos em harmonia.
No final das contas, é fundamental para o autoconhecimento a disponibilidade para aprender (sobre si e sobre o outro). O vídeo abaixo ilustra bem o que quero dizer. Assista-o com atenção... VOCÊ APRENDE!

Uma amiga minha está ingressando no mundo da blogosfera com o blog Baba Yaga. Ela é uma pessoa perspicaz, com muita sensibilidade e que está sempre procurando se aprimorar. Seus textos são atualíssimos, possuem um conteúdo inteligente, de leitura agradável e nos auxiliam a entender (e aprender) mais sobre o mundo em que vivemos. Faça uma visita e garanto que você gostará.
"Geisa Machado"

domingo, 6 de junho de 2010

A DIFERENÇA ENTRE O UNIVERSO FEMININO E MASCULINO

Estamos vivendo uma época em que o materialismo e o consumismo imperam (“o ser humano vale pelo que tem”). Em contrapartida, a maioria das queixas nos consultórios (o que mais atormenta as pessoas, principalmente as mulheres) está diretamente ligada aos sentimentos e aos relacionamentos. Tanto isso é verdade, que existem profissionais especializados nesta área. E muita gozação a respeito. Veja o vídeo abaixo:

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Homens e mulheres são universos bem diferentes. Para a tão almejada harmonia entre os sexos é necessário que cada um entenda o seu próprio universo e o do (a) parceiro (a).
Encontramos nas livrarias uma vasta literatura abordando este tema. Dentre os livros mais procurados, eu recomendo o “POR QUE OS HOMENS FAZEM SEXO E AS MULHERES FAZEM AMOR?” (Allan e Barbara Pease). Contendo uma linguagem simples e de fácil entendimento, ele nos dá “uma visão científica (e bem humorada) de nossas diferenças”.
Transcrevo abaixo um trecho deste livro para ajudá-la (o) a entender melhor como funcionam os aparelhos psíquicos de ambos os sexos.

QUANDO OS DOIS ESTÃO SOB PRESSÃO
A reação ao stress é uma das mais surpreendentes diferenças entre homens e mulheres. Um casal sob pressão é um campo minado que cada um tenta atravessar a seu modo. Ele se cala, ela se preocupa com isso. Ela fala sem parar, ele se desespera. Para tentar ajudar, ela toma a pior atitude possível: fazer com qu
e ele fale sobre o problema. Ele pede para ficar em paz, sozinho, e se fecha.
Quando o homem sob extrema pressão ou em busca de solução para um problema sério se cala, isso aterroriza a mulher, porque, como ela só age assim se for ferida, enganada ou ofendida, pensa que foi o que aconteceu com ele. Será que ela o ofendeu e ele não gosta mais dela? Se a mulher magoada se cala, o homem supõe que ela queira ficar sozinha e vai para o bar com amigos ou se instala em frente do computador.
A mulher tem de compreender que nos momentos de crise o homem precisa ficar em paz, pensando. Nada de achar que ele não a ama ou está zangado com ela. Basta deixá-lo sozinho, colocando-se disponível para ouvi-lo, sem pressioná-lo. Vai passar e, mais tarde, ele poderá falar a respeito.
O homem precisa desenvolver a sensibilidade para entender que, por trás do talvez excesso de palavras da mulher, há uma carência e um pedido de ajuda. Reclamar e fechar-se só vai aumentar o stress. Procure ouvir, entender e colocar carinhosamente seus limites quando sentir que os atingiu.


"Geisa Machado"

quarta-feira, 26 de maio de 2010

FRUSTRAÇÃO X EXPECTATIVA

Vimos no post anterior que necessitamos diminuir as expectativas para termos menos frustrações. Ao contrário do que possa parecer, as expectativas fazem parte de nossas vidas. É impossível viver sem elas, pois é nelas que depositamos a esperança de conseguirmos realizar um sonho, ou um desejo. Viver sem expectativa é viver uma vida sem sentido, é tornar o nosso dia a dia cinzento.
Igualmente as frustrações fazem parte de nossas vidas. Elas, na medida certa, aprimoram e fortalecem o nosso caráter, através do esforço e da luta para irmos em busca de uma realização. A pessoa que foi criada sempre tendo os seus desejos atendidos e nunca ouviu um “não” como resposta, pode se tornar alguém mimado, fútil, superficial e acabar pisando e passando por cima dos sentimentos dos outros só para atingir os seus objetivos. Pessoas que são popularmente conhecidas como “a (o) que tem temperamento forte”, normalmente são aquelas que gritam e brigam para impor suas opiniões. Na verdade, elas têm uma “personalidade fraca” porque não aceitam e não aguentam frustrações.
Lembra de “a vida ficar sem sentido”, que citei no 1º parágrafo? Eis o círculo vicioso: grandes expectativas levam a grandes frustrações, que por sua vez levam a grandes decepções gerando grande sofrimento. Este círculo acaba levando a pessoa a entrar em exaustão e ela começa a ter medo de desejar algo porque já prevê a dor. Consequentemente acionam seu mecanismo de defesa, acabando por se tornar, aparentemente, insensíveis e frias. Na verdade, a maioria delas não perdeu a fé na vida, no amor e nos seus semelhantes. Elas, simplesmente, se fecham porque não agüentam mais sofrer decepções.
Todo mundo busca o equilíbrio (físico, psíquico e emocional), porém não existem fórmulas para atingi-lo. E nem poderia, porque só se atinge o equilíbrio através da observação de si. Na percepção e ajuste do próprio radicalismo.
O meu alerta é sempre para observarmos se não estamos sendo demasiadamente radicais em algumas atitudes e comportamentos, porque é dessa forma que conseguiremos realizar os nossos sonhos, tendo uma vida plena e satisfatória.






Por falar em satisfação, eu tenho a imensa satisfação de fazer parte deste grupo de amigas. Mulheres fantásticas que embelezam, com inteligência, graça e charme, o nosso mundo da blogosfera. Nós nos conhecemos aqui, nos encontramos, criamos uma grande amizade e montamos um blog, o “Bloggirls” Dê uma passada lá para brindar conosco a alegria de estarmos todos juntos.


"Geisa Machado"

terça-feira, 11 de maio de 2010

EXPECTATIVA X FRUSTRAÇÃO

Você está prestes a conseguir aquela vaga de emprego tão desejada.
Você está prestes a receber aquela promoção pela qual tanto se esforçou.
Você conheceu alguém, descobre que é o amor da sua vida e está prestes a ter um relacionamento com esta pessoa.
E de repente tudo se desmorona, nada do que você previu, aconteceu. Ou se aconteceu, não foi o que esperava.
E aí vem a frustração, que é o estado de quem não atingiu o seu ideal, o seu desejo. Ela vem acompanhada da sensação de se estar incompleta (o). Pela ausência de um objeto (ou de alguém), você fica privada (o) da satisfação que isso lhe daria, de não ter o resultado que se esperava.
Em contrapartida, nós temos a expectativa, que é a esperança fundada em supostos direitos. Portanto, quando desejamos algo criamos uma expectativa em relação a este desejo e se ela for muito grande, acaba se tornando uma ilusão. Na ilusão não vemos a realidade como se apresenta e não podemos atuar de acordo com os fatos. Ex: não perceber que não está qualificada (o) para aquele emprego (promoção) ou que o ser amado não é a perfeição que imaginou.
Pessoas muito controladoras exigem que seus desejos sejam satisfeitos e não aceitam quando o resultado não é o que esperavam.
O que torna a vida interessante é a possibilidade de realizar um sonho. Porém, quanto maior for a expectativa, se esse sonho não se realizar, maior é a frustração e maior a dor, a angústia e o consequente sofrimento. Principalmente nos casos amorosos quando não há a reciprocidade desejada.
O corpo da mulher é feito para gerar e dar a vida a um novo ser. É ela quem nutre este ser fisicamente (amamentando-o) e emocionalmente (amando-o). Para a sociedade ela é o próprio amor. Os homens também possuem este sentimento, mas em menor escala e com menos intensidade. Pela sua constituição psíquica, eles são mais práticos e realistas, criando menos expectativas.
Fala-se muito em amor incondicional, sentimento este que não exige nada em troca. Porém, nós, seres humanos, ainda não estamos preparados para vivê-lo. Para nós, o amor exige reciprocidade. Nós amamos na esperança de sermos amados. E essa esperança gera uma expectativa tamanha, que se não houver a “satisfatória” correspondência, ficamos decepcionados e frustrados.
Em síntese, você se torna a vítima das vítimas quando a necessidade de ser amada (o), sobrepõe-se a necessidade de ser respeitada (o).

"Geisa Machado"

sexta-feira, 30 de abril de 2010

SAUDADE É A PRESENÇA DA AUSÊNCIA (Tristão de Ataide)


Já se encontra disponível no site da emissora RedeTV+ a exibição do programa Show+, do qual eu participei, citado no post anterior "Não deixe o cavalheirismo morrer"
O tema em debate foi “Saudade”, discutido por mim e mais duas psicólogas também convidadas, juntamente com o apresentador Darcio Arruda.
O programa aconteceu num clima muito harmonioso, onde um misto de bate-papo e orientações fez com que o telespectador, além de se entreter, obtivesse informações valiosas para o seu aprendizado.
Em caso de dúvidas, estarei disponível para esclarecê-las.

Para acessar o site:
- clique no link http://www.redetvmais.com.br/

- ao abrir a página, embaixo a esquerda, clique no logotipo do programa
Show+

- Ao abrir outra página, no alto a esquerda você verá um calendário do mês de Abril, clique no dia 21

E BOM ENTRETENIMENTO!!!
"Geisa Machado"

terça-feira, 20 de abril de 2010

NÃO DEIXE O CAVALHEIRISMO MORRER

Há alguns anos eu estava em um restaurante com uns amigos e resolvemos dar uma “esticada” para outro lugar.
Ao me aproximar do carro de um deles, o rapaz, muito solícito, abriu a porta do veículo e me alertou para tomar cuidado ao entrar nele, pois se tratava de um Jipe. Eu, muito grosseiramente, respondi: “Não precisa se preocupar, meu ex-marido tinha caminhão e cansei de andar nele. O que é um Jipe perto de um caminhão?”. Só no dia seguinte é que tive um “insight”, me dando conta que o meu amigo estava sendo um cavalheiro e eu o deixei desconcentrado, desconsiderando o seu ato gentil.
Foi a partir deste episódio que comecei a pesquisar a “masculinização” feminina e percebi que quando eu falava sobre o cavalheirismo, ouvia, por parte das mulheres, a mesma frase: ”Se a gente deixar que façam isso parece que somos incapazes”.
O post anterior, “A escolha do seu par", mostrou claramente como as mulheres, no passado, se deixavam conduzir pelo seu parceiro de dança sem se sentirem ameaçadas pela submissão. E hoje em dia, nós nos sentimos incapazes diante da gentileza de um homem?
Entramos no século XXI com a deturpação de inúmeros valores. É nisso que precisamos ficar atentas, sabendo separar o “joio do trigo”. Não é diante destes pequenos (ou será grandes?) atos de amabilidade que medimos a nossa capacidade. Ela está no nosso potencial e na nossa competência para a atuação, e isso está mais do que provado.
Como queremos que os homens sejam mais sensíveis, se nós mesmas estamos fechando as portas para esta possibilidade? O resultado disso é o que vemos todos os dias, em todos os lugares: pessoas endurecidas, individualistas e totalmente solitárias.
A ânsia pela autonomia e independência está nos cegando para o reconhecimento de atos de gentileza e nos tornando, aí sim, incapazes de nos relacionarmos.

"Geisa Machado"


Quero citar a seguir dois eventos importantíssimos que me aconteceram na última semana:
- No dia 10/04/2010 tive a felicidade de receber e acolher em minha casa 5 grandes amigas blogueiras, o que tornou o nosso encontro inesquecível. São elas: Elaine Barnes (Nas asas da coruja), Majoli (Rabiscos da alma), Sueli Benko (Fenixando), Sandra Botelho (Meu aconchego) e Maria Bonfá (Um mar de sonhos). Quem quiser saber de mais detalhes, inclusive com fotos, procure os blogs de Elaine, Majoli e Sueli. Obrigada amigas! Amo demais todas vocês!

- Através do meu blog, fui procurada pela produção do programa Show+, veiculado pela emissora Rede TV+ (NET), para ser uma de suas participantes. O Show+ é jornalismo de entretenimento, tendo um assunto como base para debates. O tema para o qual fui convidada foi “Saudade”. Quero compartilhar com vocês esta incrível experiência. Quem tiver TV a cabo da Net e puder assistir, segue abaixo os dados do programa:
- Emissora: Rede TV+ (NET)
- Programa: Show+ - apresentador Darcio Arruda
- Canal 14 (para São Paulo)
Canal 10 (para o ABC)
Canal 08 da TVA digital
- Dia e horário: 21/04/2010 (quarta-feira feriado) – às 19,30hrs.
Para quem não puder assistir no dia citado acima, no prazo de uma semana (a partir do dia da exibição do programa), é só entrar no site da emissora (http://www.redetvmais.com.br/) que será passado na íntegra.

sexta-feira, 2 de abril de 2010

A ESCOLHA DO SEU PAR

Transcreverei abaixo um texto redigido por um palestrante e escritor que fala sobre a importância da dança na escolha de um parceiro.

“Há trinta anos, os adolescentes encontravam o sexo oposto em bailes de salão organizados por clubes, igrejas ou pais responsáveis preocupados com o sucesso reprodutivo de seus rebentos.
Na dança de salão o homem tem uma série de obrigações, como cuidar da mulher, planejar o rumo, variar os passos, segurar com firmeza e orientar delicadamente o corpo de uma mulher. Homens levam três vezes mais tempo para aprender a dançar do que mulheres. Não que eles sejam menos inteligentes, mas porque têm muito mais funções a executar. Essa sobrecarga em cima do homem permite à mulher avaliar rapidamente a inteligência do seu par, a sua capacidade de planejamento, a sua reação em situações de stress. A mulher só precisa acompanhá-lo. Ela pode dedicar seu tempo exclusivamente à tarefa de avaliação do homem.
Uma mulher precisa de muito mais informações do que um homem para se apaixonar, e a dança permitia a ela avaliar o homem na delicadeza do trato, na firmeza da condução, no carinho do toque, no companheirismo e no significado que ele dava ao seu par. Ela podia analisar como o homem lidava com o fracasso, quando inadvertidamente dava uma pisada no seu pé. Podia ver como ele se desculpava, se é que se desculpava, ou se era do tipo que culpava os outros.
Essa convenção social de antigamente permitia ao sexo feminino avaliar numa única noite vinte rapazes entre os 500 presentes num grande baile. As mulheres faziam um verdadeiro teste psicológico, físico e social de um futuro marido e obtinham o que poucos testes psicológicos revelam. Em poucos minutos conseguiam ter uma primeira noção de inteligência, criatividade, coordenação, tato, carinho, cooperação, paciência, perseverança e liderança de um futuro par.
Infelizmente, perdemos esse costume porque se começou a considerar a dança de salão uma submissão da mulher ao poder do homem, porque era o homem quem convidava e conduzia a mulher.
Criaram o disco dancing, em que homem e mulher dançam separados, o homem não mais conduz nem sequer toca no corpo da mulher. O som é tão elevado que nem dá para conversar, os usuais 130 decibéis nem permitem algum tipo de interação entre os sexos.
Por isso, os jovens criaram o costume de "ficar", o que permite a uma garota conhecer, pelo menos, um homem por noite sem compromisso, em vez de conhecer vinte rapazes numa noite, também sem compromissos maiores.
Pior: hoje o primeiro contato de fato de um rapaz com o corpo de uma mulher é no ato sexual, e no início é um desastre. Acabam fazendo sexo mecanicamente em vez de romanticamente como a extensão natural de um tango ou bolero. Grandes dançarinos são grandes amantes, e não é por coincidência que mulheres adoram homens que realmente sabem dançar e se apaixonam facilmente por eles.
Masculinizamos as mulheres no disco dancing em vez de tornar os homens mais sensíveis, carinhosos e preocupados com o trato do corpo da mulher. Não é por acaso que aumentou a violência no mundo, especialmente a violência contra as mulheres. Não é à toa que perdemos o romantismo, o companheirismo e a cooperação entre os sexos.
Hoje, uma garota ou um rapaz tem de escolher o seu par num grupo muito restrito de pretendentes, e com pouca informação de ambas as partes, ao contrário de antigamente.
Eu não acredito que homens virem monstros e mulheres virem megeras depois de casados. As pessoas mudam muito pouco ao longo da vida, na realidade elas continuam a ser o que eram antes de se casar. Você é que não percebeu, ou não soube avaliar, porque perdemos os mecanismos de antigamente de seleção a partir de um grupo enorme de possíveis candidatos.
Fico feliz ao notar a volta da dança de salão, dos cursos de forró, tango e bolero, em que novamente os dois sexos dançam juntos, colados e em harmonia. Entre o olhar interessado e o "ficar" descompromissado, eliminamos infelizmente uma importante etapa social que era dançar, costume de todos os povos desde o início dos tempos.
Se você for mãe de um filho, ajude a reintroduzir a dança de salão nos clubes, nas festas e nas igrejas, para que homens aprendam a lidar com carinho com o corpo de uma mulher.
Se você for mãe de uma filha, devolva a ela a oportunidade que seus pais lhe deram, em vez de deixar sua filha surda, casada com um brutamontes, confuso e isensível idiota".
Stephen Kanitz (Editora Abril, Revista Veja, edição 1877, ano 37, nº 43, 27 de outubro de 2004, página 22)
"Geisa Machado"

quinta-feira, 25 de março de 2010

VOCÊ É UM BOM MODELO A SER SEGUIDO?

A criança, bem antes de falar, observa o mundo e as pessoas que a rodeiam. Isto dá a ela um norteamento de como atuar na vida, consequentemente, se tornando o produto do que meio em que vive.
Ao se tornar adulta, mesmo tendo opinião própria, ela continua a se espelhar em outras pessoas (na forma de falar, agir ou se expressar de alguém que admira ou que chama a sua atenção).
Este tema foi detalhado e esclarecido nos posts anteriores : "Paradigma: um modelo a ser seguido” (dividido em 3 partes).
Vamos agora, olhar o outro lado da questão. O que acontece quando VOCÊ é o espelho para alguém? Todos nós, de uma forma ou de outra, influenciamos o meio em que vivemos. Mesmo que você quisesse ser invisível para não ser notada (o), tenha em mente que sempre tem alguém que a (o) observa e a (o) segue como exemplo.
Veja abaixo o vídeo que mostra a importância de estarmos sempre atentos ao nosso comportamento e atitudes, principalmente quando estes seguidores são nossos filhos.

video

Uma amiga minha está iniciando neste mundo da blogosfera. É uma pessoa fantástica! Muito doce, divertida e humana. Morou 8 anos no Japão e tem muito para nos ensinar. Vamos dar uma força pra ela! Seu nome é Liila e seu blog "VivaLiila". Obrigada!

"Geisa Machado"

domingo, 14 de março de 2010

MULÉ MACHO SIM SINHÔ

A Rede Globo está exibindo o programa Big Brother Brasil e em uma das festas proporcionadas aos brothers, uma participante (Mulher), trajando uma saia, estava sentada de pernas abertas. Outro participante (Homem) chama a atenção dela para este fato. Ela, numa atitude totalmente provocativa, abre mais ainda as pernas.
Outra edição mostrou esta mesma participante, na “brincadeira”, vestindo a cueca de um colega, alegando ser uma simpatia para amarrá-lo a ela (uma das muitas tentativas “atrevidas” de conquistá-lo).
A cueca e a calcinha são peças do vestuário que apontam para a diferenciação dos sexos. Portanto, o que passa despercebido é que esta participante, ao vestir uma cueca, expressa claramente o seu desejo de ser um homem. A sua profissão? Policial. Embora ela seja bonita e tenha um corpo exuberante (feminina na aparência), em contrapartida, muitas vezes se mostra agressiva, tendo um comportamento extremamente masculino.
O que eu chamo a atenção é para estes detalhes que parecem pequenos, mas que fazem toda a diferença, e que precisamos tomar cuidado para não usá-los como modelos. Nós podemos ser policiais, bombeiras, juízas ou ter qualquer outra profissão que no passado eram cargos ocupados exclusivamente por homens, porém, não podemos jamais esquecer que SOMOS FEMININAS NA ESSÊNCIA.


Mulheres que usam a cueca do marido ou do namorado (eu conheço algumas) estão, com certeza, querendo ser o homem da relação.
"Geisa Machado"

quarta-feira, 3 de março de 2010

PARADIGMA: UM MODELO A SER SEGUIDO (parte 3)

Todo movimento social, por mais libertador que possa parecer, sempre tem o seu reflexo negativo. Dentro do tema paradigma, vimos no post anterior, que por mais independência que a mulher possa ter conquistado, ela ainda está presa, inconscientemente, nos modelos antigos.
O cérebro sempre vai precisar de referências e é automático que a gente vá mudando os modelos e exemplos a serem seguidos, de acordo com a época que estamos vivendo. Isto acontece tanto para as mulheres quanto para os homens.
Observe bem as fotos abaixo:

Se analisarmos friamente, dentro do contexto social citado acima, a garota da foto está numa postura totalmente masculinizada. São imagens como esta que circulam por aí afora mostrando como a figura feminina está deplorável, sendo usada como chacota.
Parece-me que nos dias de hoje estamos tendo os homens como modelo e seguindo-os até mesmo numa postura corporal.
Citando o caso da universitária do vestido pink (ou vermelho?), ali está outro exemplo deste novo paradigma que está se instalando (leia o post “Acolher o desafio" ). Como a garota “se deu bem” e a sua imagem foi muito explorada na mídia, vejo muitas jovens querendo seguir este modelo (que na realidade, é um modelo de vulgaridade).
O que precisamos é nos mirar em mulheres que são admiráveis por se orgulharem da sua essência feminina e não do seu corpo exuberante. Mulheres que sabem se valorizar, charmosas, profissionais dedicadas, mães prestimosas e acima de tudo FEMININAS (na essência e na postura).
Se for inevitável que tenhamos paradigmas, busquemos então aqueles que são sadios para que possamos usufruir todos os benefícios advindos dele, e aí sim, se tornar uma mulher digna de ser um exemplo a ser seguido.



UM ENCONTRO MARCANTE: Este último domingo foi um dia inesquecível, porque Elaine Barnes (“Nas asas da coruja”), Sandra Botelho ("Meu aconchego"), Maria Bonfá (“Um mar de sonhos”) e eu nos encontramos e vivemos o virtual na vida real. Se quiser saber mais sobre este encontro vá aos blogs de Elaine e Sandra que está tudo registrado, inclusive com fotos, e delicie-se com a alegria deste momento transparecida em nossos rostos. Obrigada amigas! Vocês são mulheres maravilhosas!!!
" Geisa Machado"

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010

PARADIGMA: UM MODELO A SER SEGUIDO (parte 2)

Nos primórdios da civilização o homem saia para caçar e a mulher ficava na caverna cuidando dos filhos e dos afazeres domésticos. Com o passar dos anos esse papel foi se tornando acentuadamente feminino, sendo cada vez mais reforçado.
Quem não conhece a história da Cinderela? A mensagem deste conto de fadas é a seguinte: quanto mais gata borralheira você for, mais chance terá de se dar bem. Ou seja, se você for submissa, comportada, meiga, gentil e nunca se rebelar, a recompensa será encontrar o seu príncipe encantado e ser a dona de um castelo. Porém, na vida real a história é bem diferente. Por causa da submissão, acabamos sendo maltratadas e como não houve a recompensa esperada, acabamos nos rebelando e nos libertando. Doce ilusão! Porque não nos libertamos! Ainda estamos sendo escravas deste paradigma cultural.
Meninas são educadas diferentes dos meninos. Os próprios brinquedos também ajudam a reforçar o papel de “dona de casa” (panelinhas, mini cozinha, tabuinha de passar roupa, etc.). Portanto, por mais que nos rebelemos, inconscientemente, ainda permanecemos na caverna.
Se estamos em busca da libertação precisamos rever este paradigma e deixar de atacar os homens acusando-os de serem os causadores da situação (veja o post “Homens: os grandes vilões" onde fica mais esclarecida a questão).
No post anterior Paulo Tamburro deixou um comentário com mais exemplo de paradigmas instalados e abaixo deixarei um experimento científico elucidando como ele se forma.

Um grupo de cientistas colocou cinco macacos numa jaula, em cujo centro puseram uma escada e, sobre ela, um cacho de bananas. Quando um macaco subia a escada para apanhar as bananas, os cientistas lançavam um jato de água fria nos que estavam no chão. Depois de certo tempo, quando um macaco ia subir a escada, os outros o enchiam de pancada. Passado algum tempo, mais nenhum macaco subia a escada, apesar da tentação das bananas.
Então, os cientistas substituíram um dos cinco macacos. A primeira coisa que ele fez foi subir a escada, dela sendo rapidamente retirado pelos outros, que lhe bateram. Depois de algumas surras, o novo integrante do grupo não subia mais a escada.
Um segundo foi substituído, e o mesmo ocorreu, tendo o primeiro substituto participado, com entusiasmo, da surra ao novato.
Um terceiro foi trocado, e repetiu-se o fato. Um quarto e, finalmente, o último dos veteranos foi substituído. Os cientistas ficaram, então, com um grupo de cinco macacos que, mesmo nunca tendo tomado um banho frio, continuavam a bater naquele que tentasse chegar às bananas. Se fosse possível perguntar a algum deles porque batiam em quem tentasse subir a escada, com certeza a resposta seria: "Não sei, as coisas sempre foram assim por aqui..."
(continua...)
"Geisa Machado"

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010

PARADIGMA: UM MODELO A SER SEGUIDO (parte 1)


Você já ouviu a palavra “paradigma”? No dicionário ela significa “modelo, padrão”. Esta palavra surgiu pela primeira vez por Thomas Kuhn, no meio científico e a psicologia a adotou para designar “comportamentos aos quais seguimos como modelos”.
A criança durante o seu crescimento vai se orientando e formando a sua personalidade através de exemplos vindos dos adultos (pais, professores, familiares, mídia...). E ela acaba sendo a representação de um padrão (ou alguns padrões). Até aí está certo, senão ficaríamos totalmente desorientados e alienados, se não tivéssemos exemplos a serem seguidos. No início da civilização, ao se formarem os grupos, o próprio ser humano começou a se organizar observando o comportamento dos animais, vendo como eles agiam em bandos e tendo-os como modelos. Torna-se problema quando o padrão a ser seguido é tão forte que a pessoa perde a própria identidade ou quando seguimos alguns padrões que nos prejudicam.
O meu pai comprava tudo a vista. Eram outros tempos e outra realidade financeira. Diante da instabilidade econômica que o país vem apresentando ao longo dos anos, surgiu a necessidade da aquisição a prazo. Eu estava tão presa a este meu paradigma (só fazia aquisições a vista como o meu pai) que não conseguia entrar nesta nova realidade, e é claro com todas as justificativas plausíveis para isso. Foi quando descobri qual modelo estava seguindo e o quanto isso estava me prejudicando. A partir desta descoberta as coisas começaram a mudar e a melhorar.
Na maioria das vezes agimos mecanicamente, reproduzindo o que vimos e ouvimos. Torna-se necessário parar para refletir sobre os nossos atos. Certa vez, o Pedro Bial disse a seguinte frase num programa de TV: “Senso comum é para quem tem preguiça de pensar”.
Os nossos parceiros, por exemplo, fatalmente são parecidos com os nossos pais (se for mulher, o parceiro é a cópia do próprio pai e vice versa). Você já ouviu a frase: “Você é igualzinha a sua mãe” ou “Você é igual ao seu pai”? Pois é, ela é verdadeira. Não estou falando de serem parecidos só fisicamente, mas em atitudes, jeito de falar, modo de pensar...
Da mesma forma são os relacionamentos. É comum descobrir numa análise terapêutica que o cliente está reproduzindo o casamento dos pais.
Neste espaço eu escrevo sobre a mulher e o reflexo negativo do movimento feminista. Nos próximos posts veremos como os paradigmas as levaram a levantarem a bandeira deste movimento, como ainda estão presas a alguns deles e quais os modelos que estão surgindo.

A seguir deixarei uma historinha para elucidar o texto acima:
Uma garotinha via sempre a mãe tirando a cabeça do peixe para assá-lo e perguntou-lhe:
- Mamãe, por que você tira a cabeça do peixe para assá-lo?
E a mãe respondeu:
- Ora, porque a minha mãe sempre fez assim.
A garotinha foi perguntar para a avó:
- Vovó, por que você tira a cabeça do peixe para assá-lo?
E a avó respondeu:
- Ora, porque a minha mãe sempre fez assim.
A garotinha então foi perguntar para a bisavó, que pela idade avançada já não cozinhava mais.
- Bisavó, por que você tirava a cabeça do peixe quando ia assá-lo?
Ao que a bisavó respondeu:
- Ah minha filha, é porque a minha assadeira era pequena.
(continua...)
"Geisa Machado"

quinta-feira, 21 de janeiro de 2010

ESSA TAL PAIXÃO



“A voz do povo é a voz de Deus”. Percebi (através de alguns comentários e algumas conversas que ouvi) que o meu post anterior precisava de alguns esclarecimentos. Temas como amor, paixão e relacionamentos são sempre muito complexos, porque não existe uma verdade absoluta e muito menos uma fórmula mágica que solucione a questão.
O que é a paixão? Qual a finalidade? O acontece no nosso cérebro que nos deixa em estado de graça?
A relação homem/mulher, para se estabelecer, passa por 3 estágios: atração, paixão e afinidade.
- A atração se refere aos aspectos físicos e não verbais. É quando uma determinada pessoa chama a sua atenção e você sente que ela tem algo a mais, sem saber explicar o que é.

- A paixão é aquele estágio em que esta mesma pessoa fica “martelando na sua cabeça”. O cérebro só focaliza as qualidades positivas e ignora os defeitos. A finalidade da paixão é tentar estabelecer uma ligação com um(a) parceiro(a). A emoção é tão forte que causa uma euforia incrível. Havendo rejeição, pode provocar desespero e levar a obsessão, ou, em casos extremos, em assassinato ou suicídio.
Durante o estado da paixão, várias substâncias químicas poderosas são liberadas no cérebro e a satisfação é completa. A dopamina provoca bem estar, a feniletilamina aumenta a excitação, a serotonina cria sentimento de estabilidade emocional e a noradrenalina produz a certeza de que tudo se pode conseguir. Existem pessoas que são viciadas neste coquetel hormonal querendo repeti-lo e nunca passando para o outro estágio (viciados em sexo estão neste grupo).
Essa situação é temporária, durando de 3 a 12 meses. Quando passa o efeito dessas substâncias, o cérebro volta ao normal e a realidade se apresenta, levando a pessoa a se perguntar: “O que eu estou fazendo aqui, vendendo água de coco na praia?”.
Na verdade, a paixão é um truque biológico com a finalidade de fazer com que homem e mulher fiquem juntos para haver a procriação e atender ao instinto de perpetuação da espécie. É um sistema primitivo, mas que ainda está presente nos dias atuais.

- As verdadeiras diferenças no sexo só vão aparecer quando termina o estágio da paixão e começa o da afinidade. Quando a realidade supera a paixão, um dos parceiros rejeita o outro. A seguir, ou há uma rejeição mútua, ou começa a afinidade. Se começar a afinidade, o casal se desloca para a construção de um relacionamento e consequentemente para a construção do amor.

Estudos científicos mostram que, quando a pessoa está apaixonada, a área do cérebro ativada é a mesma de uma pessoa que está drogada ou em êxtase religioso.
Eu sei que os românticos ficarão chocados ao tomarem conhecimento destas informações (eu mesma fiquei quando soube disso), mas este é um alerta para evitar que tomem decisões precipitadas e corram o risco de por a sua vida a perder quando estiverem vivenciando o estágio da paixão.
"Geisa Machado"

domingo, 10 de janeiro de 2010

A PAZ ENTRE OS SEXOS


Quando a paixão acontece, o possível se faz presente. Tudo fica cor de rosa, a gente sente um bem estar indescritível, nos sentimos fortes e prontos para conquistar o mundo. E queríamos que esta sensação durasse para sempre...

Infelizmente não dura e quando acaba vem a clássica frase: “Aí ele(ela) se mostrou como é”. Neste momento, a pessoa em questão, se sente enganada pelo(a) parceiro(a), que parece ter se mascarado só para nos impressionar. Na verdade, é o estado de estar apaixonada(o) que nos cega para a realidade. Quando a euforia e a inebriação passam, quem mostra a sua face é o próprio relacionamento.
O próximo passo é a instalação da guerra. O que antes era harmonia, companheirismo e apoio mútuo transforma-se em disputa, competição e luta pelo poder. Começam as acusações, e acusar o outro serve para se manter neste poder e mostrar “como eu sou melhor que você”. No passado o homem subjugava a mulher mostrando quem mandava de fato. Hoje ela não aceita mais este comando, porque é ela própria quem quer ditar as regras.
Outro fator a ser ressaltado é a natureza bélica do ser humano. Antes a luta era pela sobrevivência física (busca pelos alimentos). Hoje a luta é pela sobrevivência psíquica e emocional (busca pelo reconhecimento e afeto). E nesta disputa sem fim constrói-se a guerra, ao invés do amor. Nesta busca frenética pela sobrevivência, ele fica relegado a segundo plano e acaba sucumbindo.
Tudo indica que nesta guerra o que importa é ganhar, e não ser feliz. Sendo que, no final, todos somos vítimas.

Quando a paixão acaba é a hora de construir o amor. Sim, o amor se constrói. Ele é uma arte e como toda arte necessita de dedicação e esforço.
Essa construção é feita:
- Dialogando. Sem diálogo não há sedução (hoje em dia a sedução tornou-se uma agressão sexual).
- Procurando descobrir onde eu posso melhorar para melhorar meu relacionamento.
- Estimulando o desenvolvimento do(a) parceiro(a), ao invés de tentar mudá-lo(a).
E o mais importante para o estabelecimento da paz e do amor: é preciso que ambos sintam que estão do mesmo lado.
"Geisa Machado"